Criar novas dinâmicas de desenvolvimento do ciclismo para todos (CPT), trazendo para a modalidade novos clubes, mas também entidades privadas, e aproveitando o enorme potencial da bicicleta para alavancar parcerias em áreas como o ambiente, a saúde ou a educação, foi uma das ideias centrais na reunião que Sandro Araújo, candidato à presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), manteve com o CPT.
A iniciativa decorreu dia 14 e nela participaram também, em nome da candidatura «Ciclismo total», Isabel Fernandes, mandatária nacional, e o mandatário para o cicloturismo, António Malvar, figura de proa da dinamização desta vertente velocipédica, contando no currículo, entre outras sortidas, com a promoção da mítica Troia-Sagres.
Além dos aspetos já sublinhados, no debate vivo relevou-se, igualmente, a importância de fomentar atividades intergeracionais, atraindo os mais jovens, de identificar sinergias para redução de custos na organização de atividades, de valorizar a história e o património ciclo-turístico nacional e de apoiar e facilitar a atividade organizativa dos dirigentes de clubes.
Isto porque o diagnóstico da situação do CPT não é risonho, avultando preocupações com as dificuldades em manter atividade por parte dos clubes de cicloturismo mais antigos, entre outras causas, pelo aumento dos custos de contexto. A gerar apreensão estão, além do mais, a redução do número de participantes e a dificuldade em angariar apoios.
Todavia, sublinhou-se, o crescimento de atividades de recreio como os Granfondos mostra que existe interesse por parte da comunidade velocipédica na prática do ciclismo em contexto não competitivo. É preciso, por isso, inovar no modelo de organização desportiva, mas também ao nível da comunicação, a fim de chegar a novos públicos e renovar uma imagem que está desgastada e um universo de praticantes «tradicionais» envelhecido.
Como noutras matérias e protagonistas a que só a candidatura «Ciclismo Total» tem dado voz, concluiu-se na necessidade de romper com modelos antigos que já não oferecem soluções.
No mesmo sentido, insistiu-se na ideia de que o ciclismo é um só e que o CPT pode ser, simultaneamente, um viveiro onde atletas potenciais partilham a paixão pela bicicleta com ex-atletas e, dessa forma, assimilam a sua valiosa experiência para o futuro.
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