Não é possível fazer crescer a modalidade em número de praticantes, filiados na FPC, clubes, nem aumentar qualitativa e quantitativamente as provas e o impacto social da comunidade velocipédica desprezando a mobilidade ativa. Esta foi uma das conclusões da reunião que Sandro Araújo, candidato á presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), Isabel Fernandes, mandatária Nacional, e Mário Alves, mandatário para o Ciclismo Urbano, Mobilidade Escolar e Turismo com Bicicleta, mantiveram com a comunidade, ao fim da tarde de hoje, 19.

Outra conclusão foi o desejo de uma maior proatividade na promoção da prática desportiva com bicicleta, desde a mais tenra idade, designadamente proporcionando bem-estar e estilos de vida saudável. Vincadas foram, ainda, o papel decisivo que deve ter a FPC em ensinar a pedalar, atraindo ciclistas em contexto de recreio, a responsabilidade, que não pode alijar, de promover os direitos dos ciclistas e de avançar na redução do risco rodoviário.

Por outro lado, participantes no debate e membros da candidatura aos órgãos sociais federativos também concordaram na urgência de potenciar sinergias com a indústria nacional da bicicleta, ganhando peso político e visibilidade, mas igualmente entrelaçar ação com os estabelecimentos de ensino e desporto escolar, cumprindo, afinal, o papel social do ciclismo: democratizar para os mais jovens o acesso à bicicleta para que adquiram uma competência para a vida – saber pedalar.

Por fim, e antes de Mário Alves dar os Países Baixos como bom exemplo (a seguir, assinale-se) da existência de um verdadeiro ciclismo total, foi salientada a necessidade de incentivar a realização de eventos urbanos, incluindo com a participação de campeões e figuras reconhecidas da modalidade. Mas estabelecendo critérios, quer seja em corridas em circuito, passeios, competições para jovens.

Recorde-se que o candidato à presidência da FPC, Sandro Araújo, integra a Comissão de Sustentabilidade e Ciclismo para Todos, criada pela União Ciclista Internacional, a qual, além de outros, tem apostado fortemente nos fóruns «Mobility & Bike City». O que conjuga com quem se bate por um «Ciclismo Total – com todos, para todos».

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