O BTT já não se encontra nos primórdios do desenvolvimento em Portugal, é um ativo seguro que merece valorização e apoio ao seu desenvolvimento, ao nível do papel que já desempenha no ciclismo em Portugal. Em síntese, esta pode ser uma das ideias-chave resultantes das reuniões ocorridas, quarta-feira, 22, e quinta-feira, 23, respetivamente com clubes e atletas das disciplinas de Downhill e Enduro, e “cross-country” / XC.
Sandro Araújo e Isabel Fernandes, candidato à presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo e mandatária nacional da candidatura que tem como lema e compromisso a traduzir na prática «o «Ciclismo Total», estiveram à conversa com aqueles que são o núcleo do BTT em Portugal, em duas sessões ocorridas ao final da tarde.
Entre os principais temas abordados estiveram, como tem sido recorrente nos debates com a comunidade mais dedicada a outras vertentes velocipédicas, as dificuldades de ligação dos clubes de ciclismo aos estabelecimentos escolares, sendo urgente a criação de sinergias com o desporto escolar, um dos canais de captação de novos praticantes.
Outro aspeto abordado prende-se com o desequilíbrio da atenção dada ao ciclismo de estrada face ao BTT. E, uma vez mais, enfatizou-se não apenas que o primeiro só tem a ganhar com o crescimento e desenvolvimento do segundo, como, ainda, que o BTT tem um lugar por direito a assumir entre a comunidade velocipédica.
Com a maioria da população a residir em áreas urbanas, apostar na prática de vertentes do ciclismo como o BMX e o BTT, menos expostas ao risco rodoviário, é crucial. “O potencial de atração do Dowhill urbano é enorme”, complementou o candidato, que também considera urgente trazer mais ciclismo-espetáculo para os centros urbanos.
Além do mais, entre as reivindicações daqueles que promovem, organizam, treinam, dirigem e praticam BTT, estão, também, a estabilização dos calendários e o apoio à participação em provas internacionais, em particular em Espanha; a distinção mais clara entre provas de lazer e de competição, entre outros aspetos, para aumentar o número de filiados e atrair patrocinadores, visando a crescente profissionalização onde existam condições e potencial; a adequação das pistas ao nível competitivo dos atletas; apoio ao desenvolvimento competitivo das “E-Bikes”; e uma intervenção harmoniosa, permanente e com objetivos concretizáveis por parte da FPC.
Da parte da candidatura que assenta o seu projeto no mote «Ciclismo Total», foram reiterados os compromissos sólidos para com o desenvolvimento do BTT em muitos dos domínios apontados. Ou não fosse igualmente parte do lema da candidatura um ciclismo «Com todos. Para todos».
Sandro Araújo e Isabel Fernandes terminam a semana «na estrada» em debate com filiados da Região Autónoma da Madeira. É esta sexta-feira, 24, a partir das 18h30.
