O BMX, vertente com um potencial de crescimento massivo nas zonas urbanas, e em particular entre os mais novos, vai assumir um papel relevante na estratégia a implementar na Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) por parte da candidatura liderada por Sandro Araújo. A garantia ficou consolidada na reunião que ontem, dia 21, decorreu com atletas e equipas de BMX.
Num debate bem participado e vivo, constatou-se o reduzido número de atletas e as muitas dificuldades – de organização, financiamento, apoios – decorrente da fraca sensibilidade que ainda subsiste, por parte da comunidade ciclística, em relação ao BMX. Uma situação que urge mudar, foi unânime entre os participantes e representantes da candidatura «Ciclismo total», que para além de Sandro Araújo, candidato à presidência da FPC, contou com Isabel Fernandes, mandatária nacional, Ana Cunha e Jorge Pina, candidatos à direção.
A sessão foi, ainda, oportunidade para apresentar Rui Melo como futuro diretor da FPC para o BMX, tendo este apresentado as ideias e a estratégia da candidatura para esta vertente.
O BMX é a única modalidade com crianças de 6 anos a competir e apresenta uma capacidade de atração entre os mais jovens absolutamente inegável. Daí que tenha sido consensual que o seu desenvolvimento é uma prioridade e um potencial que não podem ser adiados: da criação de condições infraestruturais para a sua prática, designadamente nas cidades, ao estímulo à prática e formação nos clubes e ao surgimento de mais clubes, passando pela cativação de praticantes nas escolas e pelo alargamento da presença do BMX nestas.
Não menos importante, ficou claro e foi unânime, é que o BMX, sobretudo nas áreas urbanas, é a porta de entrada mais aberta para que novos e mais praticantes de desporto escolham o ciclismo. Muitos, seguramente e com enorme importância, prosseguirão nesta vertente. Muitos, certamente, podem ter oportunidade e capacidade para optar por outras vertentes, nas quais, é reconhecido por toda a comunidade velocipédica, persistem dificuldades em captar atletas e transformar talentos em campeões. O BMX pode dar um contributo decisivo neste aspeto, concluiu-se.
Sandro Araújo aproveitou a reunião para enfatizar a necessidade de uma Carta Desportiva Nacional de Infraestruturas Cicláveis. Uma das formas de garantir a prática do ciclismo em segurança e, simultaneamente, condição essencial para atrair e reter os mais jovens.
O candidato à presidência da FPC defendeu, igualmente, a urgência de consolidar modelos de gestão das pistas BMX, em formato variável, bem como de incluir o BMX na estratégia de promoção e crescimento de filiados.
A meta da candidatura «Ciclismo total» é chegar aos 50 mil filiados. Para tal, é preciso ter mais ciclismo nas cidades, o que equivale a dizer mais BMX, assegurando, na volta das duas rodas, que haverá mais cidade no ciclismo, sustentou.
Sandro Araújo prossegue, esta semana, o intenso programa de reuniões. Sempre ao fim da tarde, a partir das 18h30, o candidato à presidência da FPC, ouve os contributos e dirige-se, quarta-feira, 22, com equipas, clubes e atletas de BTT Gravity; quinta-feira, 23, com os de BTT XC; sexta-feira, 24, com filiados da região Autónoma da Madeira.
